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16 de dez. de 2011

Morre o quadrinista Eduardo Barreto


A notícia da morte do criador do Capitão América, Joe Simon, eclipsou ontem outro falecimento sentido nos quadrinhos. O desenhista uruguaio Luis Eduardo Barreto morreu ontem aos 57 anos; ele sofria de meningite desde o ano passado, mas ainda não se sabe, ao certo, se essa foi a causa da morte.

Uruguaio de Montevideo, Barreto começou carreira nos quadrinhos na década de 70, trabalhando com o roteirista Hector German Oesterheld em Kabul de Bengala, para editoras argentinas.

No início dos anos 80, entrou no mercado dos EUA, trabalhando principalmente para a DC Comics. Fez várias capas para Superman, teve longas passagens pelas séries dos Novos Titãs e do Sombra e desenhou a graphic novel Lex Luthor: Biografia Não-Autorizada, seu trabalho de maior sucesso.

Barreto continuou na ativa na década de 90, fazendo trabalhos para DC, Dark Horse e a Marvel - onde desenhou a série de curta duração Marvel Knights. Desde 2006, desenhava a longeva tiraJudge Parker, onde permaneceu como desenhista oficial até fevereiro de 2010, quando foi diagnosticado com meningite. Na metade de 2011, ele havia assumido as tiras de domingo doFantasma e preparava uma HQ do personagem Captain Action - além de ter participado do projeto DC Retroactive.

Ele deixa dois filhos envolvidos com quadrinhos: Diego Barreto, que desenha a série Irredeemable na Boom! Studios, e Andrea Barreto, colorista.


Segue aqui alguns trabalhos do quadrinista:



Arte dos Piratas Siderais (Marvel).

A Mulher Maravilha por Eduardo Barreto.

15 de dez. de 2011

Morre Joe Simon, o criador do Capitão América


Joe Simon, o roteirista que criou o Capitão América em 1941 ao lado do desenhista Jack Kirby, faleceu nesta quinta-feira, aos 98 anos. A informação, segundo o Comics Beat, foi confirmada pelo filho de Simon no Facebook.

Ao contrário de outros heróis, que acabaram "recrutados" para lutar na Segunda Guerra Mundial, o Sentinela da Liberdade foi criado pela então Timely Comicsespecialmente com esse objetivo político. Logo em sua primeira revista, de março de 1941, Steve Rogers aparece socando o próprio Führer, Adolf Hitler. Com os anos, porém, as aventuras do Capitão América tornaram-se, assim como Simon, um símbolo da Era de Ouro dos quadrinhos de super-herói dos EUA.

Com Kirby, Simon passou por quase todos os gêneros dos quadrinhos. Criaram personagens comoSandman (a versão super-herói, na DC), Homem-Mosca e Fighting American (para a Archie Comics), além das revistas de grande sucesso Boys' Ranch (western), Black Magic (terror) e Young Romance (romântica).

Na década de 70, desfeita a parceira com Kirby (embora os dois voltassem a trabalhar juntos vez ou outra), Simon criou uma revista concorrente da Mad, a Sick, e lançou vários outros personagens pela DC, como Brother Power the Geek (sobre a cultura hippie), Prez (um adolescente que vira presidente dos EUA), Green Team: Boy Millionaires e a equipe Renegados.

Simon processou a Marvel não uma, mas duas vezes, para reaver os direitos sobre o Capitão América. A primeira foi no final da década de 60, junto a Kirby, e que acabou num acordo extrajudicial. Em 1999, ele processou a editora de novo com base em mudanças na legislação. Artista e editora fizeram novo acordo extrajudicial em 2003, liberando o caminho para o filme do Capitão em 2011.

Recentemente, Simon ainda comparecia a convenções de HQs, apesar da idade. Sua obra foi alvo de diversas retrospectivas ao longo dos anos, incluindo duas autobiografias: The Comic Book Makers, com o filho Jim, e My Life in Comics, lançada este ano para coincidir com o filme do Capitão.


10 de dez. de 2011

Morre Jerry Robinson, o criador do Coringa do Batman


O quadrinista estadunidense Jerry Robinson faleceu nesta quinta-feira de madrugada, de acordo com o blog Graphic NYC. Um dos nomes mais importantes nos primeiros anos do Batman, ele dedicou mais de sete décadas de carreira aos quadrinhos. Ele é famoso por ter co-criado Robin eCoringa.

Nascido em 1922, Robinson começou a trabalhar como assistente de Bob Kane, criador de Batman junto a Bill Finger, aos 17 anos. Sugeriu o nome de Robin, inspirado em Robin Hood, para o parceiro mirim do herói e participou na criação do vilão Coringa com Kane e Finger. Na década de 40, ele e Dick Sprang (1915-2000) foram os principais artistas do homem-morcego.

Depois de Batman, Robinson envolveu-se em tiras de jornal, como suas criações Still Life e True Classroom Flubs and Fluffs, e foi presidente das duas maiores associações de cartunistas dos EUA, a National Cartoonists Society (1967-1969) e a Association of American Editorial Cartoonists (1973-1974).

Na década de 1970, escreveu The Comics, um dos livros mais importantes sobre a história das tiras de jornal (recentemente republicado, com atualização, nos EUA). Também tornou-se grande defensor dos direitos dos artistas de quadrinhos, sendo célebre seu apoio aos criadores do Superman, Jerry Siegel e Joe Shuster, para reconquistar os direitos sobre o herói.

Além da atuação política em defesa dos autores de HQ, Robinson também virou Consultor Criativo da DC Comics em 2007, além de ter sido fundador e presidente do Cartoonists & Writers Syndicate.

Em visita ao Brasil, em 2000, para o lançamento de um documentário sobre sua carreira, Robinson sofrera um infarto.

A causa da morte ainda não foi divulgada. Ele tinha 89 anos.